sábado, 1 de outubro de 2011

ALARP – As Low As Reasonably Praticable

Quando se trata de Gerenciamento do Risco, devemos ter em mente que nem todos os riscos podem ser eliminados, nem tampouco todas as maneiras de mitigação são viáveis. Em vários segmentos empresariais os riscos e os custos de mitigação inerentes requerem um processo racional de tomada de decisões para a manutenção do nível considerado aceitável para cada procedimento, seja operacional ou técnico.
Dentro dessa premissa, encontramos a sigla ALARP (As Low As Reasonably Pratictable) usada para descrever um risco à segurança operacional que foi reduzido a um nível tão baixo quanto razoavelmente praticável.
Para determinar o que é "razoavelmente praticável" no contexto da gestão de riscos à segurança, devem ser consideradas tanto as viabilidades técnicas de reduzir ainda mais o risco quanto, os custos que esta redução acarreta. Isto deve incluir uma análise de custo-benefício, mostrando que quando o risco em um sistema é ALARP, significa que qualquer redução do risco torna-se impraticável, considerando-se os altos custos que isso acarreta.
Convém, no entanto, ter em mente que, quando uma organização "aceita" um risco, isso não significa que o risco foi eliminado. Alguns níveis residuais de risco para a segurança continuam a existir, porém a organização aceita que este nível de risco residual é suficientemente baixo e compensado pelos benefícios auferidos.
Lord Justice Asquith, jurista britânico, em 1949, ao se manifestar a respeito da ALARP formulou uma definição que soa muito pertinente, o mestre disse: “Razoavelmente praticável é um termo mais restrito que “fisicamente possível”, e parece-me que deixa subentendido que um cálculo deve ser feito pelo proprietário, no qual se coloca num prato da balança a quantidade de risco e, no outro, o sacrifício envolvido nas medidas necessárias para se evitar o risco (seja em termos de dinheiro, tempo ou aborrecimento); e que, caso seja mostrado que há uma gritante desproporção entre eles – risco insignificante em relação ao sacrifício – os réus arcarão com o ônus envolvido”.

ALARP representada pelo cone invertido:

Inadmissível - Região Geralmente Intolerável (limite de Segurança básico). O risco não pode ser justificado, a não ser em situações extraordinárias:
Tolerável - ALARP ou Região Tolerável (objetivo de Segurança Básico). Conduzir os riscos para a Região Aceitável. Risco residual tolerável somente se não for possível nenhuma outra redução do risco;
Aceitável - Região amplamente aceitável. Improvável que a redução do risco seja requerida, devido aos recursos serem provavelmente muito desproporcionais em relação à redução obtida.

Um comentário:

  1. Muito bom Lampert. Falei sobre isso na minha aula passada mas não consegui esta clareza de idéias.

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